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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Conferência "Identidade(s) do Centro Histórico do Porto" - 21 Abril - 14h15 - Palácio da Bolsa

A Associação Infante D. Henrique – Associação para o Desenvolvimento do Centro Histórico do Porto está a organizar a conferência “Identidade(s) do Centro Histórico do Porto”, a decorrer no próximo dia 21 de Abril de 2011, pelas 14:15 no Auditório do Palácio da Bolsa. Esta constituirá o primeiro momento do ciclo de conferências “Reflectir para Agir” a decorrer ao longo de 2012.

Porquê “Identidade(s) do Centro Histórico do Porto”?

Porque inovar um lugar parte sempre do conhecimento da(s) identidades que o caracterizam, lhe dão corpo e delimitam.

Pretendemos assim com esta conferência (re)conhecer a(s) identidade(s) do Centro Histórico do Porto, tentando entender o que faz dele um território coeso mas igualmente um lugar de enorme diversidade. Conhecer a forma como ele tem vindo a ser representado e vivido ao longo dos tempos, encontrando nesse percurso traços que nos permitam identificar o(s) significado(s) de pertença a este lugar.

Num tempo em que a emergência de uma cidadania activa é um imperativo, propomos conhecer o cidadão do Centro Histórico do Porto, seja o cidadão que habita desde há muito este lugar, como aquele que por ele se deixa habitar, encontrando neste importante território da cidade oportunidades de futuro.

Pretendemos ainda perceber que linhas descrevem o Centro Histórico do Porto para lá dos seus contornos administrativos, linhas essas que deverão estar presentes na definição do papel que este lugar pode desempenhar no presente e no futuro da Cidade e do país.

A entrada é livre, com inscrição prévia até 16 de Abril de 2012 para geral@aidh.com ou 92 6664181.

Em anexo, envia-se o programa detalhado e a ficha de inscrição.


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Clipping





Chamem a Polícia

2011-10-04

1.Os Ig Nobel são uma espécie de réplica bem-disposta aos prémios Nobel propriamente ditos. Atribuídos a cientistas cuja investigação nos faz, inicialmente, rir e, depois, pensar, têm, como os legítimos, também o Ig Nobel da Paz. Este ano, o prémio foi atribuído ao presidente da Câmara de Vilnius pelo método usado para dissuadir o estacionamento, em cima do passeio, de carros de luxo: passar-lhes por cima com um carro de combate. Nem mais, nem menos. Se o método fosse por cá adoptado, seria preciso reforçar a encomenda que, ao que se diz, o exército insiste em fazer, de viaturas que, de outro modo, o comum dos mortais tem dificuldade em entender.
A forma como se estaciona diz muito sobre o civismo das pessoas, o seu respeito pelos outros, incluindo as autoridades policiais. Assim à primeira vista, diria que o estacionamento desregrado tem vindo a aumentar atingindo, por vezes, extremos que só o sentimento de impunidade pode justificar. Os leitores do resto do país que me desculpem pelos exemplos serem do Porto e arredores. Um caso caricato acontece no parque de estacionamento da Cordoaria em que, não raro, é preciso manobrar com cuidado na entrada por haver carros estacionados (em local de paragem proibida) até à rampa de acesso. Nunca lá vi ninguém multado. Sendo o parque em causa caro, como devem ser os que estão no centro da cidade, o crime compensa: se a probabilidade de ser multado for baixa, o que se poupa em estacionamento pago cobre a multa ocasional. Ao não actuar, as autoridades dão, também, um sinal errado a quem cumpre e a quem investiu na exploração do parque - uns tansos! Muito pior, não cumprem e contradizem, mesmo, a sua missão que, pelo contrário, deveria ser indutora de comportamentos cívicos exemplares.
Na situação descrita, ainda se pode argumentar que, salvo os dois ou três últimos carros, que atrapalham, o resto é excesso de zelo de quem estabelece as restrições de estacionamento. É verdade que, muitas vezes, é difícil discernir a lógica de certas restrições. Noutros casos, porém, essa desculpa não serve. O estacionamento sem regras (selvagem é, mesmo, a palavra certa!) revela, em geral, falta de respeito por terceiros. Ao condicionar a fluidez do trânsito, tem custos económicos consideráveis. Cria, com frequência, tensões e atritos desnecessários. Pode pôr em causa a vida dos peões, quando se faz antes das passadeiras, tapando a visibilidade de quem circula, como acontece na Rua Serpa Pinto, em Matosinhos. Nas situações descritas, as autoridades têm o dever de ser impiedosas. Não o sendo, fica a sugestão a Rui Rio e a Guilherme Pinto: convidem o presidente da Câmara de Vilnius a vir cá dar um passeio no seu carro...

2. Quando a ligação de Aveiro ao Porto se podia fazer por uma via SCUT, ninguém se admirava que fosse preferida à portajada A1. O caso dos alunos que usaram o ensino recorrente para entrar na universidade é semelhante. Serão "chico-espertos", sem ética ou escrúpulos, tal como algumas das instituições de ensino que os acolheram e nem tiveram pejo de vir à televisão anunciar o seu "sucesso". No entanto, o grosso da culpa está com quem, incompetente, criou, e manteve, esta SCUT de acesso ao Ensino Superior sem cuidar de antecipar consequências. Mas, já agora, seria interessante saber que classificações tiveram, no primeiro ano do curso, os que no ano passado recorreram (de recorrente?!) ao mesmo expediente. Se tiveram sucesso, não será a prova provada de que as regras de acesso devem ser mudadas?

3. O Banco de Portugal, o FMI, o Governo andam todos preocupados em criar as condições para que a Banca aumente a sua capacidade de conceder crédito sem que, com isso, ponha em causa a sua solidez. Uns acham que é um problema de reforço do capital. Outros de liquidez. Nada disso! Segundo António José Seguro, é um problema de responsabilidade social: se os bancos fizerem uns sacrifícios, podem injectar mais recursos na economia. Candidato a prémio Nobel! Pelo menos Ig...

albertocastro.jn@gmail.com







quinta-feira, 26 de março de 2009

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Porto Vivo: Defensores do centro histórico esperam que SRU faça o que ninguém conseguiu até aqui


Por Pedro Rios - prr@icicom.up.pt Publicado: 15.07.2008 em JornalismoPortoNet

Membros de movimento de cidadãos esperam que SRU consiga articular diálogo entre entidades que trabalham no terreno. Porto Vivo diz que o projecto é inovador.
Filosofia "inovadora"O presidente do Conselho de Administração da SRU não adianta muitos pormenores sobre que tipo de elementos e medidas poderão figurar no plano de gestão da zona classificada como património mundial. Adianta apenas que a filosofia de acção "é inovadora em Portugal", visto que integra várias vertentes, do urbanismo aos problemas sociais. Trata-se de "resolver problemas da área urbana", do "dia-a-dia" da zona histórica, diz.
Expectativa e optimismo, mais ou menos moderado. É desta forma que dois membros do movimento Cidadãos do Porto - Sociedade Aberta, que no ano passado assinalou o 11º aniversário da classificação do centro histórico portuense como património mundial pela UNESCO, olham para a intervenção prevista para aquela zona, apresentada no final de Junho pela Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU).
A SRU apresentou um estudo de desenvolvimento estratégico para a zona. A Porto Vivo quer fazer dela "parte integrante da cidade, pensando-a como um lugar para habitar e trabalhar, lugar de consumo e produção e como lugar de lazer e recreio". Além de vários projectos (como a rodagem de um documentário sobre a reabilitação do Morro da Sé), está prevista a preparação de um Plano de Gestão do Porto Património Mundial, que deverá estar pronto até fins de 2008 (uma imposição da UNESCO).
A filosofia geral do projecto passa por estimular o diálogo e a cooperação das várias entidades que trabalham no terreno, da Câmara do Porto às associações de apoio social, com o objectivo de recuperar o centro histórico e aproveitar o título da UNESCO.
Ao JPN, o presidente do Conselho de Administração da Porto Vivo, Arlindo Cunha, afirmou que poderá ser a própria SRU a funcionar como elemento articulante. "Possivelmente [será], mas nesta altura ainda não posso avançar mais nada", disse.
Entre a cautela e o optimismo
"Há muito tempo que devia haver um serviço que se ocupasse do centro histórico, que fizesse essa coordenação. A tónica foi sempre a da recuperação urbanística", diz Licínia Rangel, membro do movimento e chefe da Divisão de Turismo da Câmara do Porto de 1993 a 1998, actualmente a fazer uma tese de mestrado sobre o centro histórico.
Francisco Rocha Antunes, promotor imobiliário e outro dos 11 membros fundadores do Cidadãos do Porto, SA, diz que este "é um primeiro passo", com o "enorme mérito de ser um programa partilhado, que ouviu muitas pessoas, um processo correcto, mas invulgar". Se a "bondade e pertinência" são evidentes, Francisco Rocha Antunes tem "algumas dúvidas": "o sucesso depende em parte dos serviços camarários", de segurança e limpeza urbana, por exemplo, que, apesar dos anúncios de reforço, "não se sentem ao nível" que se ambiciona.
Menos optimista, Licínia Rangel lembra que já houve outras tentativas de articular instituições, como a Associação Porto Histórico, que não conseguiram tirar partido do título Património Mundial. "A Câmara acaba por se sobrepor às outras entidades", refere, quando questionada sobre o falhanço dessa associação.
Divergências quanto à liderança do processo
Quanto ao projecto da SRU, Licínia Rangel diz que, devido à sua vocação imobiliária, a "Porto Vivo não tem a superioridade moral" que, por exemplo, uma entidade como a Associação Comercial do Porto poderia ter para articular reabilitação urbanística com integração social.
Por isso, a membro do movimento de cidadãos limita-se a "estar na expectativa". "Até agora o que tem sido feito são medidas avulsas, muitas delas para responder à opinião pública e para camuflar os buracos de uma política que não tem sido culturalmente estruturada. A perspectiva dele [do presidente da Câmara, Rui Rio] é sempre a do parque temático", acusa, citando as corridas de aviões sobre o Rio Douro.
Já Francisco Rocha Antunes diz que a SRU tem a vantagem de ser uma estrutura com participação camarária e estatal, o que lhe dá uma forte "capacidade de mobilizar". "É um problema do Porto: passamos mais tempo a discutir as pessoas que fazem as coisas do que as coisas", diz, em reacção aos receios de Licínia Rangel.
Dos vários projectos previstos para o centro histórico, Francisco Rocha Antunes destaca a transformação do centro histórico num espaço de aprendizagem para grupos de estudantes e as sessões de formação turística para agentes locais. "Hoje é evidente que é o turismo que está a dar o principal contributo para a reabilitação da Baixa", exemplifica.